Eu já disse alguma vez por aqui que não gosto da correria de fim-de-ano em busca de presentes. Pois não vou me delongar muito nesse assunto mais uma vez. Mantenho minha opinião. É cafona passar horas em um Shopping Center comprando presentes por obrigação. É cafona ter de presentear a todos, com coisas que as pessoas certamente nem usarão. É cafona gastar muito dinheiro quando no fim das contas o que vale mesmo são os bons momentos que passamos ao lado de quem amamos.
Seguindo a minha linha de raciocínio, eis meu presente para alguém prá lá de especial: minha prima-irmã Camila. Não que tenha sido rápido fazê-lo (talvez eu gastasse menos tempo em um Shopping). Mas tive a maior felicidade em ver a almofada pronta, bordada com amor e com poema escolhido a dedo.
A Raposa disse ao Pequeno Príncipe que o tempo que ele gastou cuidando da rosa dele a tornou especial, diferente de todas as outras rosas. Pois foi o tempo que gastei fazendo esse presente que tornou minha prima ainda mais especial.
Amor sem fim, desde sempre.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Tudo muda no seu tempo.
Última postagem feita em maio. Estamos no meio de dezembro. Sete meses se passaram de pura incerteza e novidade. Tudo muda, sempre. E a gente quer essas mudanças em nossas vidas. Um dia (1 dia; apenas 24 horas, entendeu?) após eu ter escrito esse último post em que reclamava por não estar encontrando um lugar legal para morar, descubro que tem um apartamento vago no meu prédio. Uma semana depois ele era meu. Branquinho, novinho. Pronto para receber alegria e cores. Ele era assim quando o vi pela primeira vez:
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Força de vontade
No século passado, quando eu costumava postar nesse blog, eu andava mais empolgada com a arrumação da minha casinha. O balde de água fria veio quando ficamos sabendo que o proprietário quer o apartamento para reformá-lo. Teremos que nos mudar. Não que não goste de uma mudança; houve uma época que era só cogitar a palavra que já estava eu encaixotando os livros...
Temos um tempo bem razoável para ficar aqui ainda, mas no fundo, mas bem no fundinho preferiria que não tivéssemos. Essa falta de vontade em mudar a posição dos móveis, pensar em novas cores para a sala, para o quarto, não dar a menor importância para a decoração da cozinha me matam. Ser assim não é para mim.
Eu até tentei sabe, dar um up aqui na sala. Queria muito uma mesa e cadeiras novas, mas como a política aqui é de contenção de gastos, apelei para o bom e velho paninho. Gastei apenas R$ 18,90. E até que ficou cute.
Mas cá entre nós, continuo sonhando com o momento em que vou entrar na casinha nova, branquinha, vazia, e poder deixá-la do jeito que quiser!
Temos um tempo bem razoável para ficar aqui ainda, mas no fundo, mas bem no fundinho preferiria que não tivéssemos. Essa falta de vontade em mudar a posição dos móveis, pensar em novas cores para a sala, para o quarto, não dar a menor importância para a decoração da cozinha me matam. Ser assim não é para mim.
Eu até tentei sabe, dar um up aqui na sala. Queria muito uma mesa e cadeiras novas, mas como a política aqui é de contenção de gastos, apelei para o bom e velho paninho. Gastei apenas R$ 18,90. E até que ficou cute.
Mas cá entre nós, continuo sonhando com o momento em que vou entrar na casinha nova, branquinha, vazia, e poder deixá-la do jeito que quiser!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Prendedores de madeira
Sou chegada num prendedor de roupas de madeira. Daqueles tradicionais, que duram muito mais do que os de plástico de hoje em dia e dão um ar vintage ao seu varal. Mas gosto mesmo é de usá-los de outras formas.
Outro dia estava numa lojinha de 1,99 e vi uns pequeninos tão lindos que não pensei duas vezes. Comprei-os para mim e também de presente. Já tinha visto desses pregadores pequenininhos de plástico colorido, mas de madeira era a primeira vez.
Veja só que amor:
Tive a idéia de fazer um varal de fotos, mas não achei lugar para colocá-lo. Daí resolvi mudar a posição dele e fazer um varal vertical, que ficou perfeito na parede entre a entrada e a cozinha. Ainda não tenho muita fotos para colocar nele, não costumo revelar muitas fotos. Mas agora que estou tão feliz com meu varalzinho já separei várias para revelar e que quero ver por lá!
Outro dia estava numa lojinha de 1,99 e vi uns pequeninos tão lindos que não pensei duas vezes. Comprei-os para mim e também de presente. Já tinha visto desses pregadores pequenininhos de plástico colorido, mas de madeira era a primeira vez.
Veja só que amor:
Por favor, preste bastante atenção no pregadorzinho e não na minha unha, que na hora da foto estava bem feia, mas que foi feita logo depois. Agora está tchutchuca.
Tive a idéia de fazer um varal de fotos, mas não achei lugar para colocá-lo. Daí resolvi mudar a posição dele e fazer um varal vertical, que ficou perfeito na parede entre a entrada e a cozinha. Ainda não tenho muita fotos para colocar nele, não costumo revelar muitas fotos. Mas agora que estou tão feliz com meu varalzinho já separei várias para revelar e que quero ver por lá!
Já tinha aqui em casa prendedores fazendo o papel de um porta retratos, que aproveitei de um calendário que ganhei da Eliana no ano passado. Bom, passado o ano, juntei todas as fotos do calendário, coloquei-as presas pelos prendedores e troco-as constantemente. Aqui os prendedores foram pintados, o que fica lindo!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Presentinhos
Ganhar presentes é demais. Mas ganhar presentes que foram preparados com carinho é muito melhor. Presentes fora de época, daqueles que a pessoa lhe entrega dizendo: "achei a sua cara, não resisti". Por isso não ligo em não ganhar presentes em datas comemorativas. Eu não gosto de ter que sair por aí procurando um presente que tenho que comprar, então também não gosto quando as pessoas se sintam obrigadas a me dar algo, só porque é meu aniversário por exemplo. NÃO estou dizendo que não gosto de presentes em meu aniversário ou Natal, comecei este post dizendo que ganhar presentes é demais. Acho isso de verdade.
Recentemente ganhei presentinhos lindos, de amigas que moram longe, amigas que estão se mudando para perto e outras que estão indo para longe.
Uma carta com folhas típicas do Canadá dentro.
Um envelope cheio de fotos, cartões-postais e clipezinhos em forma de moinho de vento.
Embalagens de vários países (amo embalagens!)
Uma garrafa de água com tampa de pano (essa era objeto de desejo, e já foi comentada aqui, num post sobre a casa da Carô).
Uma propaganda antiga de gelatina, em inglês e já amareladinha (que vai logo logo virar quadrinho)
Abra uma caixinha ou um envelope e encontre muito amor dentro!
Recentemente ganhei presentinhos lindos, de amigas que moram longe, amigas que estão se mudando para perto e outras que estão indo para longe.
Uma carta com folhas típicas do Canadá dentro.
Um envelope cheio de fotos, cartões-postais e clipezinhos em forma de moinho de vento.
Embalagens de vários países (amo embalagens!)
Uma garrafa de água com tampa de pano (essa era objeto de desejo, e já foi comentada aqui, num post sobre a casa da Carô).
Uma propaganda antiga de gelatina, em inglês e já amareladinha (que vai logo logo virar quadrinho)
Abra uma caixinha ou um envelope e encontre muito amor dentro!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A casa de cada um
Recebi essa mensagem fofa demais, super minha cara, da Carô. Arquiteta talentosa, essa guria já foi assunto de um post do ano passado. Está indo de mala, cuia e namorado para o Canadá. O texto ilustra muito bem esse momento, porém, vale muito para a vida toda também!
Nesta época, gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. Deixa de brincadeira, ele respondeu.
Eu sei voar, sim! - Rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.
Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Cores em 2012
Começando o ano com a proposta de ter uma vida mais colorida, optei pela sala como meu primeiro alvo. O resultado foi duas almofadinhas para o sofá. Na falta de máquina de costura, utilizei uma técnica muito apreciada por minha amiga, a Gisele de Santi: usar uma linha grossa e deixar os pontinhos aparecendo. O tecido? Ah, minha favorita ever, a chita. Veja só:
| Duas almofadinhas compradas nas Pernambucanas |
| Dobrei a barra para dar um acabamento mais bonitinho |
| Os pontinhos de Gisele |
| Tchanan! |
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